
Uma ação ambiental realizada no dia 18 de abril, na Reserva Extrativista do Pirajubaé, no Sul da Ilha de Florianópolis, reforçou o alerta sobre a importância dos manguezais e os impactos da poluição na região.
A atividade contou com a participação da professora da UFSC, Alessandra Larissa D’Oliveira Fonseca, especialista em oceanografia, que destacou o papel estratégico desse ecossistema no equilíbrio ambiental e no combate às mudanças climáticas.
Durante a ação, que incluiu a retirada de resíduos, a pesquisadora chamou atenção para a alta capacidade dos manguezais de absorver gás carbônico. Segundo ela, o ecossistema pode capturar até quatro vezes mais carbono que florestas tradicionais e armazená-lo com até dez vezes mais eficiência.
Apesar da relevância, a professora alertou para os riscos que ameaçam o manguezal, especialmente o avanço urbano e o aumento do nível do mar. “O manguezal tende a migrar para áreas mais altas, mas encontra barreiras nas cidades. Se não houver planejamento, podemos perder esse ambiente essencial”, afirmou.
Outro ponto destacado foi o grande volume de lixo encontrado na área, incluindo roupas, isopor e eletrodomésticos descartados de forma irregular. A situação impacta diretamente os pescadores da região, que enfrentam prejuízos com redes danificadas e redução da pesca.
A ação integra o projeto “Pescando Lixo”, que busca alternativas e políticas de compensação ambiental para comunidades pesqueiras afetadas pela poluição.
A Reserva Extrativista do Pirajubaé é uma das áreas mais importantes para a preservação dos manguezais em Florianópolis, sendo fundamental para a biodiversidade e para a subsistência de famílias que dependem da pesca.
