
Moradores da Rua Lua Cheia, na Armação do Pântano do Sul, acionaram o Portal Sul de Floripa para relatar a situação de avanço do mar sobre a barreira de contenção e o risco crescente de desmoronamento em trecho próximo às residências. A equipe esteve no local e registrou imagens que mostram a água do mar alcançando áreas muito próximas das casas, especialmente durante períodos de maré alta.
Segundo relatos da comunidade, a força das marés vem causando erosão contínua na estrutura de contenção, levantando preocupação quanto à segurança de moradores, pedestres e turistas, principalmente em plena temporada de verão, quando o fluxo de pessoas na região aumenta consideravelmente.
“Isso aqui a Prefeitura tem que fazer um reparo. Falaram que iam arrumar e até hoje nada”, afirmou um morador durante o registro das imagens.
A principal cobrança dos moradores é por informações claras sobre se existe plano de reparo e quando ele será executado. A insegurança é reforçada pelo fato de que o trecho afetado é utilizado como passagem de pedestres, inclusive por visitantes que desconhecem os riscos do local.
Defesa Civil e questionamentos da comunidade
Nos comentários da publicação, moradores relatam que já houve denúncia à Defesa Civil, que em relatório teria apontado risco para edificações particulares, e não para a população em geral. No entanto, a comunidade questiona essa avaliação, destacando que as pedras continuam desmoronando e pessoas seguem circulando pelo local.
“As pedras continuam desmoronando e as pessoas caminhando. Quando ocorrer um acidente, quero ver a Defesa Civil se explicar”, comentou um morador.
A situação também gerou marcações diretas a autoridades e órgãos públicos, como Prefeitura de Florianópolis, Defesa Civil, vereadores, Governo do Estado e Secretaria de Infraestrutura, pedindo providências urgentes.
Repercussão intensa e debate nas redes sociais
A publicação gerou forte repercussão e centenas de interações, com opiniões divididas. Parte dos internautas manifesta solidariedade aos moradores e preocupação com o risco iminente de acidentes, enquanto outra parcela faz críticas duras às construções próximas ao mar, defendendo que a ocupação irregular e a retirada da restinga são as principais causas do problema.
Entre os comentários, destacam-se posicionamentos como:
“Precisamos recuperar a restinga, ela é nossa maior proteção.”
“O certo seria a desocupação e regeneração da mata nativa.”
“Até quando nós, contribuintes, vamos pagar para proteger patrimônio de quem construiu pé na areia?”
“É importante lembrar que os manezinhos construíam próximos aos ranchos de pesca, isso faz parte da história da região.”
Também houve manifestações lembrando o histórico de ressacas severas na Armação, especialmente a de 2010, além de eventos em 2017, 2019 e 2023, que alteraram significativamente a faixa de areia e a dinâmica da praia, afetando diretamente a comunidade local.
Segurança, meio ambiente e planejamento urbano
Especialistas e moradores apontam que a situação envolve uma combinação de fatores: erosão costeira, retirada de vegetação nativa, ocupação histórica da orla, ausência de obras estruturais contínuas e impactos das mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, o debate reacende a discussão sobre ordenamento urbano, preservação da restinga e responsabilidade do poder público na fiscalização e planejamento.
Há também sugestões da comunidade para abertura do rio sagrador e recomposição natural dos bancos de areia, como forma de auxiliar na recuperação da faixa de praia.
Portal seguirá acompanhando
O Portal Sul de Floripa reforça que esteve no local a pedido dos moradores e seguirá acompanhando o caso, buscando posicionamento oficial da Prefeitura, Defesa Civil e órgãos competentes sobre:
avaliação técnica atual da área,
riscos à população,
existência de projeto de contenção ou recuperação,
e prazos para possíveis intervenções.
A comunidade segue aguardando respostas concretas e medidas que garantam segurança, respeito ao meio ambiente e à história local.