
Por Elisa Schmidt – Fisioterapeuta e pós-graduanda em osteopatia.
Você costuma dizer sim, mesmo quando gostaria de dizer não?
Hoje eu gostaria de propor uma reflexão sobre limites pessoais e saúde, baseado no livro “Seja dona dos seus limites” de Terri Cole. Proponho a reflexão de como a dor pode se manifestar no corpo a partir do comportamento.
Em um dos relatos intrigantes de seu livro, Cole narra que aceitou ser madrinha de casamento oito vezes de colegas em um período da vida em que mal tinha dinheiro para se sustentar. Isso significava comprar vestidos, participar de festas, arcar com despesas, tudo para corresponder às expectativas dos outros, mesmo quando isso pesava no próprio bolso e saúde.
O autoabandono é um dos principais sinais de que nossos limites internos estão fragilizados. Quando temos atitudes alinhadas com nossos valores há confiança na própria capacidade de tomar conta de si.
Isso aparece nas pequenas decisões do dia a dia como manter o compromisso com a academia, ir à aula de cerâmica, reservar um tempo para descansar ou cumprir algo que você prometeu.
Sabemos que a dor é influenciada por múltiplos fatores biológicos, emocionais e sociais e os hábitos de vida, assim como sono, alimentação, regulação do estresse e exercício físico são fundamentais para manutenção da saúde. Esse entendimento faz parte do chamado modelo biopsicossocial da dor. Ademais, os aspectos emocionais e comportamentais podem influenciar a forma como o sistema nervoso percebe e mantém estados de dor.
Na clínica, observamos que a dor não surge apenas de um trauma físico, como um pé torcido ou uma queda. Ela me conta que há uma sobrecarga partindo de hábitos em sua rotina. E aí surge a oportunidade de pensar prioridades a respeito de sua saúde, e os limites pessoais orientam as escolhas de vida.
Seja qual for a sua formação cultural, somos todos Homo Sapiens, descendentes de habitantes das cavernas para quem a rejeição do bando podia significar a morte. Por isso nossos instintos primitivos de sobrevivência estão embutidos no DNA. Muitas vezes, o medo de ser rejeitada atrapalha nosso discernimento e nos impede de viver a vida com autenticidade.
Partindo do pensamento de Terri Cole, há cinco categorias gerais de limites: físicos, sexuais, materiais, mentais e emocionais. No centro dos limites pessoais está a coragem de dizer a verdade. A comunicação eficaz é uma ferramenta indispensável, uma vez que decifrar mensagens indiretas ou “criptografadas” pode resultar em show de horrores.
Talvez você se pergunte por que repete padrões de dor. Muitas vezes repetimos situações de sofrimento justamente porque são conhecidas. O processo de observar os ecos da infância que nos fazem repetir padrões danosos, limpar memórias e liberar as informações corrompidas que dificultam estabelecer limites saudáveis começa quando você diz “sim” para si mesma.
Nós, mulheres, costumamos acreditar em mensagens negativas sobre quem somos, mesmo sem perceber. Reconhece isso em você? Acreditamos que perderemos nosso valor se estivermos fora do peso ou com a pele enrugada. Muitas ainda se esforçam além da conta para agradar alguém. É preciso desconstruir as mentiras que contamos sobre nós mesmas. Como as suas suposições afetam a sua forma de se comunicar?
Quando alguém vive tentando atender constantemente às expectativas dos outros, o corpo permanece em estado de alerta prolongado, com músculos tensos, fadiga e dificuldade de recuperação. Na prática da osteopatia, observamos como emoções e comportamentos se manifestam fisicamente: tensões no trapézio, região cervical ou lombar, podem refletir sobrecarga emocional e estresse.
Este argumento não é uma pressuposição de causa e efeito, mas sim, de um aspecto dentre os múltiplos fatores a ser investigado acerca de sua saúde. O corpo costuma ser o primeiro a sinalizar quando ultrapassamos nossos próprios limites.
A autoconsciência é uma ferramenta singular para detectar situações em que você está sendo levada por suas tendências sutis de codependência. Sem isso, é fácil continuar acreditando que está tomando decisões conscientes, porém continua perpetuando comportamentos antigos que não trazem benefícios.
Tratar a si mesma com respeito e empatia lhe permite desenvolver a capacidade de se conhecer, honrar e proteger, em vez de abandonar. Utilize a sabedoria do seu corpo. Pare e escute. Seja especialista em si mesma.
Exercício do Mapa dos limites. Como se relaciona consigo mesma?
Desenhe a silhueta de um corpo humano e marque com cores as regiões onde você sente tensão ou desconforto com mais frequência. Em seguida, reflita: em quais situações da sua vida essas sensações aparecem? O corpo muitas vezes revela onde estamos ultrapassando nossos próprios limites
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Indicações de livros:
• Seja dona dos seus limites. Terri Cole
• Codependência nunca mais. Pare de controlar os outros e cuide de você mesmo. Melody Beattie.
Elisa Schmidt é fisioterapeuta e está no último ano de pós-graduação em osteopatia.
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